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Timidez na infância

  • 6 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura

Nem sempre a timidez na infância é considerada doença. Às vezes, é uma característica da personalidade da criança. É natural que numa sala de aula tenha algum aluno que brinca sozinho, não costuma conversar com os colegas e, quando está com os pais, demonstra um comportamento mais dependente, precisando da ajuda destes para fazer tudo.


Entretanto, a timidez na infância pode tornar-se uma dificuldade de relacionamento que prejudica o desenvolvimento e se manifesta em crianças através de carência de comportamentos de interação, estando presente a ansiedade ou temor de situações interpessoais.


É possível notar que a criança tímida sempre está preocupada com o julgamento das pessoas e incapaz de corresponder às expectativas dos outros, construindo uma imagem negativa de si mesma. Portanto, isto faz com que tenha comportamento de isolamento.


Os sinais mais comuns da timidez em demasia são aqueles em que há pouca interação da criança com o mundo exterior. Essa dificuldade faz com que a criança feche em si mesma (preferindo ficar sozinha) e evitar o contato com seus companheiros iguais.


Contudo, a timidez está relacionada com o retraimento social, e que pode acarretar não só em dificuldades socioemocionais, como também resultar numa depressão. Em muitos casos, problemas de timidez pode perdurar para a vida toda. Mas então, como ajudar a criança muito tímida a não ter dificuldades de interação? Aqui vai algumas dicas:


  • Estimular a criança a dizer o que sente e o que mais gosta de fazer. Isso pode auxiliá-la a ser tornar mais confiante em se expor em público;

  • A prática de esporte em equipes e aulas podem ajudar muito na hora de se relacionar;

  • Levar a criança para espaços públicos, onde possa ver outras crianças brincando e se divertindo. Incentive a interação espontânea sem forçá-la a nada;

  • Os pais podem ajudar seu filho a formar um círculo de amizades, levando-o para brincar com os vizinhos do prédio ou clube;

  • Acompanhar a criança em festinhas ou outros eventos nos quais ela possa se sentir constrangida se estiver sozinha. A presença dos pais ajuda a deixá-la mais segura nessas situações.


Outra forma de ajudar a criança é a aceitação. É preciso que os pais ofereçam apoio, incentivo e aprovação no momento quando expor o filho de forma discreta a situações que provoque medo. Jamais tente corrigir seu comportamento com sermões; isso só tendem a prolongar o problema.


Procurar a ajuda de um profissional pode ajudar seu filho a crescer com mais autoconhecimento e confiança.

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Andréia Krug é Graduada em Psicologia na Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional na Universidade Ritter dos Reis (UniRitter) e com especialização em Psicologia Jurídica (ClipMed). CRP 07/14023. Atende crianças, adolescentes e adultos utilizando a Terapia do Esquema. Realiza orientação de pais e atendimento de orientação on-line. Faz consultoria escolar, avaliação psicológica, palestras e workshops.


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